Meu nome é Alice, e por ironia da vida, eu não vivo no país das maravilhas. Na real, eu uso all star e calça surrada. Sou uma pessoa de personalidade forte, preguiçosa, mandona, carente, chata, irritante, mal criada, entre outros para não fazer uma lista.
Mas eu tenho minhas qualidades, ainda não consegui descobrir quais, mas a minha mãe diz que apesar de tudo eu sou uma menina de ‘’bom coração’’. Eu amo meus pais, mas de boa, eles são irritantes, eu sempre tento convence-los de que preciso de uma passagem pra fora do Brasil, e a resposta é sempre a mesma: ‘’NÃO’’.
Meu aniversário de 17 anos está chegando, e eu sinto que ganharei minha cobiçada passagem para o Canadá. Pois, descobri que tenho uma tia no Canadá que está disposta a me acomodar na sua casa, e dessa vez meus pais não vão poder negar. Por incrível que pareça meus pais permitiram minha viagem, e um dia antes de viajar arrumei todas as minhas malas e me despedi dos meus amigos e também fiz aquela básica inveja pras patricinhas metidas a besta do meu colégio. Cheguei em casa e dormi pensando no frio e no aconchego do Canadá. No outro dia, eu acordei, tomei meu banho e fui direito pro aeroporto, me despedi dos meus pais, e entrei no avião, foi uma sensação incrível, uma sensação de liberdade. Fiquei horas naquele avião, e finalmente depois de tanto tempo, desembarquei no Canadá. Peguei um táxi e fui direto para casa da minha tia, quando cheguei, não acreditei no que vi, a casa era enorme e muito luxuosa, com 3 carros na garagem. Apertei a campainha e fui recebida carinhosamente pela minha tia e minha prima Stacy de 15 anos. Fui direto para o quarto de hospedes, e vi que a Stacy estava me seguindo e com o meu inglês que por sinal é muito bom, eu disse a ela:-O que foi? E ela disse:- Quero te mostrar meu quarto. –Tudo bem. Eu disse. Stacy abriu a porta do seu quarto, e a primeira coisa que eu olhei foi seus mais de 15 posters daquele pirralho do Justin Bieber, e vi que ia ter que lidar com minha prima falando dele o tempo todo, e meu estomago estava embrulhado. Eu não mereço sair do Brasil e ter que ouvir uma adolescente na puberdade falando de Justin Bieber e como ele é lindo o tempo todo. Acho que cometerei um assassinato.
Fiz uma cara falsa e fui direito pro meu quarto, que era pintado da minha cor favorita, roxo. Tirei tudo das malas e arrumei nos seus devidos lugares, tomei um bom banho, e fui surpreendida com uma batida na porta, adivinha quem era? Sim, a Stacy. –Err, oi Stacy, de novo. Ela olhou pro meu rosto e sorriu, não sei por que, mas senti que ela estava conquistando minha amizade com aquele sorriso amigável. –Que tal se a gente sair hoje? –Não sei não Stacy, pra onde você que ir? –Vai ter uma ‘’pool party’’ na casa da minha amiga, você quer ir? NÃO EU NÃO QUERO! Pensei. –Quero sim. Que droga, não queria ir, mas não podia dizer não a ela. –Ok, vou arrumar um biquíni e roupa de banho pra você. –Ah, tá. Merda, merda, merda. Pensei novamente. Coloquei o biquíni e a saída de banho, até que a Stacy apareceu e disse:- Você vai assim? –Assim como? Eu disse. –Com esse cabelo bagunçado e essa maquiagem escura? –Vou sim, e dai? –Ah não Alice, vou te arrumar. Ela começou a mexer no meu cabelo e penteá-lo, fez um baby-liss no meu cabelo loiro cinza e tirou minha maquiagem substituindo-a por blush rosa e um brilho labial sabor morango. Me olhei no espelho e não me reconheci, estava tão...bonita. Fomos para a casa da amiga da Stacy, quando entramos, todos os garotos ficavam me olhando, algo que não acontecia com frequência, eles eram tão bonitos, diferente dos garotos do Brasil que eu havia conhecido. Fui apresentada a todos os amigos da Stacy, porém um em especial chamou minha atenção, seu nome era Sam, tinha cabelo preto liso, olhos verdes, e um corpo incrivelmente definido. Seu sorriso era lindo, e tinha um sotaque britânico encantador. –Oi, meu nome é Sam. –Meu nome é Alice. –Que nome bonito, e por sinal, você é linda. Eu corei, e sem hesitar ele foi direito ao ponto e disse: - Vamos tomar banho de piscina? –Vamos. Não pude negar, ele era tão...quente. Tirei minha saída de banho, e de repente virei o centro das atenções. –Porque todo mundo está me encarando? Perguntei a Sam. –Pelo fato de você não negar suas raízes. –Como assim? – Cara, você é brasileira, nunca reparou no seu corpo? –Na verdade não, disse corando novamente. Entrei na piscina e quando vejo Stacy me chama. –Nossa, você é muito sortuda. –Por que? –Aquele é o Sam, ele é o garoto mais lindo do colégio, e é amigo do Justin Bieber. Ai que merda, era só isso o que me faltava, pensei. –Que bom. Sai e fui direto ao banheiro colocar uma roupa, sai de lá e fiquei sentada em uma cadeira conversando através de sms com meus amigos do Brasil. Quando de repente Sam se senta do meu lado, ficamos conversando e perguntei pra ele –Você é amigo daquele Justin Bieber? –Sou, por que? Disse em uma voz triste. –Por nada, mas porque esse tom de voz triste? –É que, todo mundo se aproxima de mim por conta dele, sempre querendo algo de mim. –Mas, eu nem gosto desse Justin, acho ele metido e prepotente. –Eu gosto muito dele, um garoto muito parceiro. –Se você acha né. Continuamos conversando e na hora de ir embora Sam me convidou para sair. Sai quase pulando de felicidade, cheguei na casa da minha tia e fiquei imaginando como seria sair com o Sam.
Passaram-se alguns dias, e recebi a ligação de Sam, me convidando para ir no cinema a noite, aceitei e fui correndo avisar pra Stacy, com aquele seu jeito patricinha começou a surtar e foi me arrumar uma roupa segundo ela, super sexy. Tomei meu banho, e fui colocar minha roupa, era um vestido curto com uma sandália rasteirinha. Sam apareceu na porta da minha casa com um carro Mercedes, e seu sorriso deslumbrante. –Oi Aline, senti sua falta. –Eu também. Entramos no carro, e chegamos no cinema, resolvemos assistir uma comédia romântica, tudo estava perfeito, até que Sam recebe um ligação –O que? Você está aqui no Canadá? Ah cara, tô indo aí te fazer uma visita. Fiquei curiosa –Quem é? –O Justin, ele está na casa do tio dele. Sempre esse pirralho estragando minha vida, pensei. –Vou te levar para conhece-lo ok? –Não, não, obrigada, vou para casa.- Não, eu faço questão de te levar, não vou te deixar na mão. Estava muito chateada, mas não pude negar seu pedido. Fomos em direção ao carro e chegamos na frente de uma casa muito bonita por sinal, Sam abriu a porta do carro para mim, logo quando sai, me deparei com uma visão de um garoto encostado na sacada da casa, um menino loiro, realmente muito bonito. –Fala aê Justin, quanto tempo cara. –Oi mano, quanto tempo Justin me olhou de cima para baixo e mordeu o lábio e perguntou –Não vai me apresentar a garota bonita Sam? –Essa é a Alice, Alice esse é o Justin. Olhei com uma cara de nojo e disse –Olá. –Oi Alice, prazer. Não fiz nem questão de falar prazer, simplesmente mexi a cabeça. –Entrem na casa, disse Justin. Ambos ficaram conversando por horas, e eu fiquei sentada com a cara fechada, estava quase me sentido confortável quando ouço Justin falar algo se dirigindo a mim –Você é sempre calada? –Depende da companhia, disse com náuseas. –Por que tanta irritação? -Não é nada Justin, tenho que ir agora, desculpe Sam. –Espera, como você vai? Disse Sam. –De metro, não se preocupa. Abri a porta e respirei fundo, não aguentava olhar para cara daquele Justin. Cheguei na casa da minha tia e fui tomar um bom banho quente, quando me deparo com meu celular tocando, número desconhecido. –Quem é? –É o Justin. Era só o que me faltava, pensei. –O que foi? –Por que você saiu daquele jeito da casa? –Por que você se importa com isso, e como pegou meu numero? –Te fiz uma pergunta, disse Justin ancioso. –Por que eu quis, é proibido agora? –Não, mas você não me parece uma garota de bons modos. –Então por que você está perdendo seu tempo me ligando? –Calma, é só que, eu quero te conhecer melhor, que tal se a gente marcar de sair? Eu você e o Sam? –Pode ser eu e o Sam? Não quero sair com você. –Ah qual é, me dá uma chance de mostrar que eu não sou isso que você pensa. –Não, obrigada. Desliguei o celular, ele me ligou umas duas vezes, mas eu não fiz questão de atender. Fui dormir, e em plena segunda feira 7 horas da manhã fui acordada pela Stacy. –Aline, primeiro dia de aula! –Que? Tá doida? –Esqueceu que a minha mãe fez sua matricula? –Ah é, mas que coisa boa, era só isso que me faltava, a ESCOLA! Fui tomar meu banho muito irritada, coloquei meu típico all star, uma calça jeans skinny e uma blusa apertadinha de babado que a Stacy me obrigou a usar. A primeira coisa que eu percebi quando cheguei no campus, foi os grupinhos, os nerds, as patricinhas e os jogadores de futebol. Todos ficaram me olhando como se eu fosse uma invasora, a única pessoa que me mostrou um sorriso, foi o Sam, o qual estava usando uma jaqueta do time de futebol, ele veio até mim e me cumprimentou –Você está, linda. –Obrigada. –Acho que você vai ter uma surpresa hoje no final da aula. –Como assim? Disse curiosa. –É surpresa! Sam puxou minha mão e me deixou na sala, se despedindo com um beijo no rosto. Nem prestei atenção na aula, muito menos nos olhares curiosos, fiquei pensando na tal ‘’surpresa’’. Acabou a aula e andei em direção ao campus, quando vi, Sam estava me esperando. –Alí está sua surpresa. E apontou para uma Range Rover preta. Puxou meu braço, abriu a porta e fechou-a. Eu fiquei bem assustada, porém, fiquei mais assustada ainda quando me deparei com quem estava no volante –Oi shawty –Ah não cara, você de novo Justin? –Não gostou de me ver? –Nem um pouco. –Será que eu posso te levar em casa? Disse com uma voz doce e muito encantadora. –Não, obrigada. Eu quase hesitei, sai do carro e fui andando. Justin saiu do carro, correu na minha direção e segurou meu braço calmamente. –Ei, por favor me dá uma chance, não quero que você pense algo que eu não sou. Olhei para seus olhos, ele estava praticamente suplicando. –Tudo bem, disse com a cara fechada. Todos do campus estavam nos encarando, entramos no carro e Justin nem sequer tentou puxar assunto, pois o assunto saia fluentemente, porém, não hesitei em nenhum momento, e estava mantendo uma distância. Até que vejo uma linda praia –Nossa, que praia linda. Quando de repente Justin estacionou o carro. –O que é isso garoto? –Se a praia não vem até você, eu levo você até ela. Justin abriu a porta do carro e eu sai resmungando, parei de falar quando senti a areia nos meus pés, o vento que batia nos nossos cabelos, olhei pro rosto do Justin, e tive uma visão incrível, suas feições são radiantes, seu sorriso é o mais bonito que eu já vi na minha vida. –Por que você está me encarando? Disse Justin. –Ah, é que você é muito feio. –Sou é? Já eu te acho uma menina muito linda. Virei meu rosto fingindo indiferença, Justin puxou meu queixo delicadamente, olhou fixamente nos meus olhos e disse –Você realmente me acha feio? Olhe nos meus olhos e diga. –Ér, eu acho sim. Minha sorte que estava na época do verão no Canadá, pois Justin me colocou a força no colo e entrou na praia –Não, Justin, por favor. –Não ligo, ele disse. –Esta bem, você é um dos garotos mais lindos que eu já vi na vida! De repente Justin parou, me colocou no chão, olhou nos meus olhos e disse –Eu não preciso ser pressionado para falar que você é a garota mais bonita e sexy que eu já vi, e também a mais marrenta de todas. Pela primeira vez eu não tive coragem de responder seu pequeno insulto, pois estava concentrada demais olhando para sua boca vermelha e carnuda, até que Justin segurou meu rosto, e me beijou, lentamente, amorosamente, explorando cada canto da minha boca com a sua língua, meu brilho labial se misturava ao gosto de menta da sua boca, suas mãos tocavam levemente meu pescoço, me fazendo ficar arrepiada. Depois de um longo beijo, Justin me encara e diz –Agora você vai passar a aceitar meus convites não é? –Por que eu deveria? –Por que você ainda tem muito para conhecer sobre mim. –Eu aceito, mas não cante vitória. –Claro, claro, Justin disse com uma voz de deboche. Entramos no carro e Justin me deixou na porta de casa, se despedindo com um beijo delicioso. Entrei em casa e me deparei com o Sam sentado na cadeira e minha tia também, ambos preocupados. –O que você está fazendo aqui Sam? –Aleluia você chegou, o que houve? –Eu parei no caminho para tomar um sorvete. –E por isso não atende o celular? Disse minha tia. –Desculpa, deixei no silencioso, e por isso não ouvi tocar. –Não faça isso de novo, minha tia disse com uma voz de autoridade. –Precisamos conversar Aline, disse Sam. Ele me levou até a sacada –Sam, como você veio parar aqui? –Liguei pra sua casa, e sua tia disse que ainda não tinha chegado, achei estranho e avisei a ela, e acabou que senti a necessidade de te esperar na sua casa, mas eu sei que você não estava tomando sorvete, você estava com o Justin não é? –Sim, tem algum problema? –Sim tem, você não percebe? Ele só está te usando! Como faz com qualquer garota. Me senti uma nada, fiquei devastada –Eu pensei que ele era seu amigo, e amigos não dizem essas coisas. –Eu também pensei, até que ele pegou a minha garota. –Quem? Eu? –Você, ainda não percebeu o quanto eu te amo? –Não sou boa nessas coisas de amor. –Mas parece que com o Justin sim. –Sam, você é meu melhor amigo, eu te amo, mas não do jeito que você deseja. –Eu vou fazer algo sobre isso, vou esperar uma boa oportunidade. –Do que você está falando? –Espere, e você vai entender. Fiquei assustada, e o tirei de casa com lágrimas nos olhos. No outro dia fui para a escola, e Sam simplesmente me ignorou, me escondi no banheiro e fiquei chorando, eu amava muito o Sam, e ser desprezada por ele partia meu coração, esperei a hora da saída, Justin estava apoiado no capô do carro usando uma jaqueta, ele estava muito sexy. –Oi meu amor, disse Justin. –Precisamos conversar – Sobre? Aqui não, vamos para um lugar mais calmo. –Tudo bem então. Quando eu olho para trás, Sam está nos encarando, e vindo até a nossa direção – E aí irmão, disse o Justin. –Irmão? Que tipo de irmão é esse que você traí ? –Do que você está falando Sam? –Você está com a minha garota, vai usa-la e depois joga-la fora, havendo milhões de garotas, porque você quis ela? Logo ela? –Eu não vou usa-la, eu gosto muito da Alice, e você sabe que eu não uso as garotas, você me conhece, porque está mentindo? –Chega, vou acabar com isso. Sam deu um soco no rosto de Justin, toda a escola estava em torno, com câmeras nas mãos, não sabia o que fazer, senti meu coração se apertar, ambos estavam se batendo como animais. Senti uma pontada no coração, tudo ao meu redor estava girando, meus olhos estavam se fechando, e de repente cai no chão, desmaiei. Quando vi, estava em uma cama de hospital, com aparelhos em todo o meu corpo, olho ao redor e vejo todos da família, e também, Justin. –O que houve? Disse assustada. Justin veio na minha direção – Você desmaiou. –Aonde está Sam? –Ele está lá fora. –Chame-o aqui, agora. Justin me olhou triste, e foi chamar Sam. Todos saíram do quarto, e somente sobrou eu e Sam. –Você está bem? –Estou. Me diz, como você está? –Nada bem Alice. –Por que você fez aquilo? –Porque eu amo você, não consigo te esquecer, mas eu percebi que somente atrapalho sua vida, e agora você está deitada na cama desse hospital por minha culpa –Não Sam, você não pode me abandonar, não vou conseguir viver sem você. –Não vou mais atrapalhar sua relação com o Justin, você está feliz, vou seguir meu caminho. Sam saiu do quarto, não consegui conter meu choro. Justin entrou no quarto, segurou meu rosto me deu um beijo e disse –Eu estou aqui, nunca vou te abandonar, sou somente seu, e nada vai nos separar. Apesar de tudo, eu tinha Justin, me senti um pouco mais feliz, e o beijei novamente. Justin ficou por algumas horas lá do meu lado, me protegendo, até que fui para casa, e senti que precisava me ver livre por um bom tempo daquela maldita escola, somente não sabia como. Fiquei alguns dias em casa, até me recompor totalmente, o mais incrível, foi que eu recebi uma ligação do Justin –Oi meu amor, como você está? –Mais ou menos, preciso ficar longe do colégio por um tempo. –Como você sabe, essa semana eu vou ter uma turnê que vai durar alguns meses, que tal você vir comigo? –Minha tia não vai permitir. –Se eu pedir, sim ela irá. –Então, venha aqui em casa qualquer dia desses. –Estou indo agora, ok? –Tudo bem. Se passaram 30 minutos e Justin estava na porta da minha casa, não levou muito tempo para ele convencer a minha tia que esse seria o melhor para mim.
Fiquei horas pensando em como resolver as coisas com o Sam, eu o queria perto de mim, eu o desejava, mas não da mesma intensidade com desejava o Justin. Ainda me sentia frágil depois do incidente ocorrido no colégio, não sei o porque de ter desmaiado, mas o médico disse que eu tinha que ficar um tempo na cama descansando. Só queria ter certeza de duas coisas, se realmente iria ter condições físicas de viajar em turnê com o Justin, e se Sam realmente estava bem como ele tinha mencionado . Resolvi acabar com esse sofrimento e liguei para Sam chamando-o para vir me visitar. Alguns minutos depois ouvi alguém batendo na porta, meu coração disparou, era Sam. –Oi, ele disse com uma voz desanimada. –Oi –Por que você me chamou aqui? –Porque eu estou com saudades, eu sinto falta do seu abraço. –Pare me iludir Alice. –Eu não estou, eu só estou frágil demais e consigo controlar meus sentimentos por ambos de vocês! –E isso quer dizer o que? –Quer dizer que eu te amo Sam, entendeu? Sam olhou dentro dos meus olhos, segurou meu rosto em suas mãos e me beijou, um beijo caloroso, carinhoso, algo mais amigável e incrivelmente amoroso. Não consegui me entregar totalmente, senti uma grande parte de mim divida, uma parte de mim dizendo para prosseguir e outra dizendo para impedi-lo de um grande erro. Eu não pude fazer isso, não queria magoar novamente os sentimentos de Sam. –Já chega, eu disse. –Você não gostou? –Sim, e esse foi o problema, estou confusa. –Pois não fique, esteja do meu lado! –Não é assim Sam, você está me fazendo escolher, isso é insano! –Ok, vou embora. –Não vai Sam! Quando vi, ele já tinha saído do quarto, e levou junto com ele meu coração, que se quebrou em milhares de pedaços. Passei a noite inteira chorando, não conseguia sair da cama, minha asma estava vindo cada vez mais forte e fui atendida em casa pelo médico. Stacy veio até minha cama se sentou e disse que ligou para o Justin dizendo que estava passando mal de novo. –Por que você fez isso Stacy? –Pensei que você iria se sentir melhor perto dele, não é? –Sim, eu sempre estou bem ao lado dele. Ouvimos um baralho de um carro estacionando em frente a casa, era o Justin. Ouvi suas batidas frenéticas na porta e em menos de 30 segundos ele estava no meu quarto com uma expressão preocupada. –Como você está? –Nada bem. –O que houve? –Você realmente quer saber? –Quero Alice. –Eu beijei o Sam, ele disse que eu estava o usando e foi embora, e eu passei mal, foi isso. –Sério? Você o beijou estando comigo? –Desculpa, meu coração, está dividido. Justin fechou os olhos, e não me dirigiu a palavra por horas, e eu senti que ele fez isso, para não me magoar enquanto estava nesse estado, para não passar mal novamente. Acabei dormindo, e no outro dia liguei para o Justin, porém ele havia deixado um recado com a Stacy –Justin disse viajou, e desejou melhoras. –O que? Ele foi embora? Assim? –Foi o que ele disse. Peguei meu telefone e liguei para o Justin, caiu na caixa postal, então resolvi ligar para a Pattie. –Pattie, me diz o que houve porfavor! Estou aflita. –Justin está muito deprimido, não consegue comer, sua voz está roca e ele anda chorando pelos cantos. –Pattie, ele está muito chateado comigo não é? –Olha, ele me disse que ainda te ama muito, e vai manter contato com você, mas está indeciso, e quer passar uns meses sozinho. Senti uma pontada no meu coração, desliguei o celular e me deitei na cama antes que passasse mal novamente. Fiquei horas deitada pensando e resolvi ir embora daquele lugar, voltar para o Brasil, pedi a minha tia que me comprasse uma passagem de volta para o Brasil, e que todos foram incríveis comigo, mas não conseguia mais ficar naquele lugar sem sofrer. No outro dia fui para o aeroporto e em poucas horas estava no Brasil. Justin não me ligou por contados 15 dias, e descobri que ele havia chegado no Canadá, e recebi uma ligação inesperada da Stacy –Aline, o Justin veio aqui em casa te procurar, e quando eu disse que você voltou para casa ele colocou as mãos na cabeça e começou a chorar, disse que tinha te perdido completamente, e que você não iria mais querer saber dele! – Por que ele ainda não me ligou? –Ele está com medo, medo de ser rejeitado. Desliguei o celular, tentei ligar para o Justin, mas como sempre caiu na caixa postal. Falei com toda a equipe do Justin, e todos me deram exatamente a mesma resposta, que Justin está triste e desanimado. Não sabia mais o que fazer, resolvi esperar. Estava devastada, acabada, e com todos esses acontecimentos acabei esquecendo do meu próprio aniversário, que seria no dia seguinte. Fui dormir e no outro dia fui acordada pelos meus pais me desejando feliz aniversário, e várias outras ligações, porém nenhuma delas foi a que eu esperei, a do Justin. Minha mãe preparou uma pequena festa para a família contra minha vontade. Tive que fingir felicidade e animação, mas não fui bem sucedida. Me sentei em uma cadeira longe de todos, fiquei pensando, e meus pensamentos foram interrompidos por uma grande limusine na frente da minha casa, todos olharam, e avistei um garoto do cabelo loiro com rosas na mão, meu coração disparou, era ele, Justin! Veio em minha direção, se ajoelhou e disse –Me perdoa, me perdoa por te deixar ir embora da minha vida, por fugir, por não estar ao seu lado, por ser um completo idiota. –Tem só uma coisa que eu quero ouvir Justin, e você ainda não me disse. Ele me olhou com os olhos suplicando por perdão, me mostrou seu melhor sorriso e disse –Eu te amo Alice! Como nunca amei antes. –Era isso! Ele se pôs de pé e me beijou, carinhosamente. –Vamos sair daqui, entra na minha limusine. –Não posso, toda minha família esta aqui. Justin olhou a redor e foi até a direção da minha mãe pedir sua permissão para me levar para sair por algumas horas. Minha mãe como ninguém sabia o quão eu sofri com a ausência de Justin, sendo assim permitiu. –Vamos, disse Justin. Nem sequer olhei para trás, entramos na limusine e fomos para uma casa muito luxuosa que o Justin alugou. –O que vamos fazer aqui? –É uma surpresa de aniversário. Entramos na casa e ela estava coberta por luzes, dando um clima romântico há situação. Havia uma mesa coberta de pétalas de rosas, velas coloridas. –Isso é um jantar romântico? –Creio que sim, Justin disse dando uma leve risada. Justin puxou a cadeira para mim como um cavalheiro e ambos saboreamos nosso prato preferido, Espaguete. Justin pegou minha mão e me levou até uma linda piscina e começou a tirar a roupa. –O que é isso menino? –Essa sim é a grande surpresa, Justin disse animado. Até que ele ficou completamente nú, e meus olhos não puderam evitar olhar para seu pênis. Pode-se dizer que Justin é do tipo ‘’bem dotado’’ . Justin veio na minha direção e disse –Não vai tirar a roupa? –Tenho vergonha. –De que? Você é a mulher mais linda que eu já vi. Corei, criei coragem e tirei minha roupa bem devagar, atiçando Justin que estava atento a cada parte do meu corpo. Ambos estávamos completamente nús, Justin começou a me beijar, e pude sentir seu pênis encostando em meu corpo, era uma ótima sensação. Ele me olhou e disse –Vamos para a piscina! Me colocou no colo e entramos na água que por sinal estava bem quentinha. Justin sentou na escada da piscina e me pôs sentada em seu colo com as pernas entrelaçadas há sua cintura. Puxou meu pescoço e o beijou lentamente, subindo até minha orelha e sussurrou –Hoje eu vou te satisfazer por completo. Eu me entreguei em seus braços, Justin puxou meu cabelo carinhosamente, beijou meu pescoço e foi descendo em direção aos meus seios, dando leves chupões em cada um deles. O que me fez dar leves gemidos. Sai de cima de seu corpo e me sentei ao seu lado, coloquei minha mão em seu pênis e o acariciei fazendo movimentos de cima para baixo fazendo Justin gemer, seu gemido era realmente interessante, e me fazia ficar excitada. Ele tirou minha mão e puxou meu corpo contra o seu, e repentinamente me colocou no colo nos conduzindo para o fundo da piscina. Ele me pôs de pé e me encostou na parede da piscina me mantendo junta ao seu corpo. Com muita delicadeza Justin pegou meu rosto e me beijou, ternamente, amorosamente. Pegou minhas duas pernas e estando em pé entrelaçou minhas pernas a sua cintura, na tentativa de não me machucar, colocou seu pênis na minha vagina e me olhou com aquele sorriso que só ele tinha, colocou suas mãos no meu rosto e me beijou enquanto me penetrava levemente, me fazendo sentir um prazer maior ainda, nossos corpos estavam interligados como nunca antes, nossos gemidos foram altos e prazerosos, não conseguia parar de olhar para o rosto do Justin quando ele estava gemendo, era tão excitante, ele mordia seus lábios e fazia o possível para abafar seu gemido, o qual de longe era o mais delicioso de se ouvir. Justin estava fazendo movimento mais rápidos, e a cada vez que ele ia aumentando o ritmo, nosso prazer aumentava. E foi naquele momento de amor, que eu percebi que não poderia viver sem o Justin, que meu mundo sem ele não fazia sentido, era ele, e somente ele! Mas ninguém me fazia sentir como o Justin fazia.
Nossos corpos estavam interligados, colados um ao corpo do outro, como uma só alma. Eu sentia sua boca frenética pelo meu pescoço, passando pela minha boca e depois para os meus seios, me fazendo sentir cada vez mais prazer. Justin foi penetrando mais levemente, nos fazendo gemer e sentir um prazer fantástico. Ambos estávamos no ápice, e sentimos o orgasmo. A única coisa que pude pensar foi que não poderia ter compartilhado esse momento com nem uma outra pessoa, somente com o Justin. Ele foi ótimo no sexo, me fez sentir um prazer inesquecível. Ele me colocou nos braços e saiu da piscina, indo em direção ao quarto. Deitamos na cama e dormimos de conchinha, como um casal depois da lua de mel. Justin olhou nos meus olhos e disse- Nunca mais vou te deixar ir embora, vou te manter aqui comigo, para sempre. Eu queria poder eternizar esse momento, eu e o amor da minha vida, juntos, como ele disse, para sempre.